
Era uma vez um menino que nasceu numa ilha verde e húmida. Um menino de olhos grandes como os seus sonhos e de ambições simples e grandiosas como o mar.
Era lá que se sentia bem, no mar. Talvez numa outra vida tivesse sido peixe, pescador ou concha. Foi a ouvir o mar que aprendeu alguns sentimentos da natureza humana: o respeito pelo mais forte e desconhecido, o silêncio, a solidão, a constante procura pelo horizonte que nunca mais chega (porque afinal não existe). A revolta em dias de tempestade, a vontade de varrer tudo com a brutalidade da força interior que não se mede nem se controla, e o regresso à calmaria depois do reboliço.
Esse menino é como o mar… calmo e quente em dias amenos e revoltado e frio em dias de tempestade. É como uma força bruta da natureza, que não se controla, nem se domina. Um “diamante em bruto” como um dia lhe chamaram, que precisa que alguém o encontre, leve para casa e trabalhe nele, laminando cada aresta sem, no entanto, querer perfeição, que a vida assim não tem piada para ninguém… apenas o equilíbrio.
O menino cresceu, com uma percentagem de amor e de cuidados e um dia percebeu que quem ama não dá percentagens, dá aquilo que o amor é e tem de ser… incondicional! Confrontado com essa dura realidade sofreu em silêncio, à espera de uma mudança que nunca veio, à espera da concretização daquilo em que todas as crianças têm de acreditar… o sonho. E quando acordou era um rapaz grande como os seus olhos que continuava menino por dentro e ainda à espera… daquele sonho de ser feliz.
Alguém me disse um dia que ninguém pode julgar-se superior a outro. Concordo. É daqueles ensinamentos que a vida nos dá e que vamos levando no dia-a-dia, errando e aprendendo porque sabemos o que é certo e o que é errado. Mas há uma diferença entre quem se superioriza por necessidade de afirmação momentânea que nos fará cair, levantar e passar a outro nível de maturidade, e outra coisa, completamente diferente, que se chama respeito, ou a falta dele. Pode parecer antiquado mas é o melhor ensinamento que alguém me deu na vida, e que cometendo erros sigo, hoje e sempre, com a noção (que me foi dada) do que é certo e errado e construindo aí o meu caminho.
Respeito é algo difícil de conseguir, é uma disciplina que temos de impor a nós próprios, que tem limites invisíveis mas que uma vez ultrapassados dificilmente serão esquecidos. Respeito é o que temos pelos mais velhos, pelos pais, pela família, pelos nossos colegas, amigos, estranhos… mas sobretudo pelos que mais amamos, sejam eles o que forem. E não há maior desrespeito a nós mesmos que não respeitar uma criança. Essa é a pior forma de se superiorizar, faze-lo com o mais frágil e puro de todos nós… a nossa infância. É nela que construímos o que somos, onde vamos buscar a nossa personalidade, depositamos medos e conquistas, sonhos e derrotas. As crianças são o maior tesouro do mundo porque são o futuro desse mundo. E se pouco podemos (ou achamos que podemos) fazer por todas aquelas que morrem de fome ou as que estão em guerra… tudo podemos fazer pelas que nos são próximas, pelas que são nossas. Amar alguém é ser incondicionalmente devoto… e isso talvez seja unicamente assim com um só tipo de amor, o que temos pelos nossos filhos.
Esse menino da ilha e dos olhos grandes queria apenas esse amor incondicional… e continua à espera. Esse “menino do mar” como a menina da Sophia queria mais histórias do 'era uma vez' e menos estórias na sua infância…
Hoje… continua no mar à procura do horizonte (que ainda não sabe que não existe)… à procura do sonho… que tenho a certeza que se vai realizar…
Não tenhas medo, deixa o passado, acorda, pisa a areia e sente o que já chegou, noutro formato, bem diferente…mas que pode ser a tua felicidade para o futuro, aquela que tu podes escolher e construir… abre a porta (aquela do coração)!
Era lá que se sentia bem, no mar. Talvez numa outra vida tivesse sido peixe, pescador ou concha. Foi a ouvir o mar que aprendeu alguns sentimentos da natureza humana: o respeito pelo mais forte e desconhecido, o silêncio, a solidão, a constante procura pelo horizonte que nunca mais chega (porque afinal não existe). A revolta em dias de tempestade, a vontade de varrer tudo com a brutalidade da força interior que não se mede nem se controla, e o regresso à calmaria depois do reboliço.
Esse menino é como o mar… calmo e quente em dias amenos e revoltado e frio em dias de tempestade. É como uma força bruta da natureza, que não se controla, nem se domina. Um “diamante em bruto” como um dia lhe chamaram, que precisa que alguém o encontre, leve para casa e trabalhe nele, laminando cada aresta sem, no entanto, querer perfeição, que a vida assim não tem piada para ninguém… apenas o equilíbrio.
O menino cresceu, com uma percentagem de amor e de cuidados e um dia percebeu que quem ama não dá percentagens, dá aquilo que o amor é e tem de ser… incondicional! Confrontado com essa dura realidade sofreu em silêncio, à espera de uma mudança que nunca veio, à espera da concretização daquilo em que todas as crianças têm de acreditar… o sonho. E quando acordou era um rapaz grande como os seus olhos que continuava menino por dentro e ainda à espera… daquele sonho de ser feliz.
Alguém me disse um dia que ninguém pode julgar-se superior a outro. Concordo. É daqueles ensinamentos que a vida nos dá e que vamos levando no dia-a-dia, errando e aprendendo porque sabemos o que é certo e o que é errado. Mas há uma diferença entre quem se superioriza por necessidade de afirmação momentânea que nos fará cair, levantar e passar a outro nível de maturidade, e outra coisa, completamente diferente, que se chama respeito, ou a falta dele. Pode parecer antiquado mas é o melhor ensinamento que alguém me deu na vida, e que cometendo erros sigo, hoje e sempre, com a noção (que me foi dada) do que é certo e errado e construindo aí o meu caminho.
Respeito é algo difícil de conseguir, é uma disciplina que temos de impor a nós próprios, que tem limites invisíveis mas que uma vez ultrapassados dificilmente serão esquecidos. Respeito é o que temos pelos mais velhos, pelos pais, pela família, pelos nossos colegas, amigos, estranhos… mas sobretudo pelos que mais amamos, sejam eles o que forem. E não há maior desrespeito a nós mesmos que não respeitar uma criança. Essa é a pior forma de se superiorizar, faze-lo com o mais frágil e puro de todos nós… a nossa infância. É nela que construímos o que somos, onde vamos buscar a nossa personalidade, depositamos medos e conquistas, sonhos e derrotas. As crianças são o maior tesouro do mundo porque são o futuro desse mundo. E se pouco podemos (ou achamos que podemos) fazer por todas aquelas que morrem de fome ou as que estão em guerra… tudo podemos fazer pelas que nos são próximas, pelas que são nossas. Amar alguém é ser incondicionalmente devoto… e isso talvez seja unicamente assim com um só tipo de amor, o que temos pelos nossos filhos.
Esse menino da ilha e dos olhos grandes queria apenas esse amor incondicional… e continua à espera. Esse “menino do mar” como a menina da Sophia queria mais histórias do 'era uma vez' e menos estórias na sua infância…
Hoje… continua no mar à procura do horizonte (que ainda não sabe que não existe)… à procura do sonho… que tenho a certeza que se vai realizar…
Não tenhas medo, deixa o passado, acorda, pisa a areia e sente o que já chegou, noutro formato, bem diferente…mas que pode ser a tua felicidade para o futuro, aquela que tu podes escolher e construir… abre a porta (aquela do coração)!